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Site para minha empresa: guia do primeiro site, do planejamento aos primeiros 90 dias

Guia para pequenos negócios · 2026

Site para minha empresa: do primeiro passo aos primeiros 90 dias

Para donos de pequenos negócios que vão ter o primeiro site, ou que querem finalmente um site que funcione: se vale a pena, o que preparar, como lançar, como divulgar e um diagnóstico interativo que mostra se a sua empresa está pronta para começar.

Leitura de ~30 min15 capítulosDiagnóstico de prontidão
Resposta rápida
  • Pouco mais da metade das empresas brasileiras tem site: 56% no total e 53% entre as pequenas, segundo a TIC Empresas 2025 (Cetic.br), que considera empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas.
  • Redes sociais e site têm papéis diferentes. O site é o endereço próprio da empresa, que aparece no Google e não depende de algoritmo de rede social.
  • Antes do site, garanta o básico: domínio em nome da empresa, e-mail profissional e Perfil da Empresa no Google.
  • Comece pelo essencial e evolua com dados. Um site enxuto, bem feito e com conteúdo próprio supera um site grande e genérico.
  • O lançamento é o começo: os primeiros 90 dias definem se o site vai trazer clientes ou virar só um cartão de visitas.

01 Minha empresa precisa de um site?

É uma pergunta que muitos donos de pequenos negócios fazem, principalmente quando a empresa já tem Instagram, WhatsApp e clientes vindos por indicação. A resposta honesta é: depende do que a empresa quer alcançar. Mas os dados mostram que, entre as empresas brasileiras, ter site ainda não é unanimidade, e que o porte faz diferença.

Total 56%, pequenas 53%, médias 76%, grandes 87%. Fonte: TIC Empresas 2025, Cetic.br. 0%25%50%75%100% TotalPequenasMédiasGrandes 10 a 49 pessoas50 a 249250 ou mais 56%53%76%87%
Empresas com acesso à internet que possuem website, por porte. Fonte: Cetic.br/NIC.br, TIC Empresas 2025 (empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas; coleta de fevereiro de 2025 a janeiro de 2026).
Dados do gráfico
PortePossuem website (2025)
Total56%
Pequenas (10 a 49 pessoas)53%
Médias (50 a 249)76%
Grandes (250 ou mais)87%

Os números mostram duas coisas. Primeiro, quase metade das pequenas empresas pesquisadas não tem site, o que significa que ter um site bem feito ainda é uma forma de se destacar. Segundo, quanto maior a empresa, mais comum é o site, o que sugere que ele acompanha a profissionalização do negócio. A pesquisa não inclui microempresas com menos de dez pessoas, em que a proporção tende a ser diferente.

Sinais de que a sua empresa precisa de um site

  • Clientes pesquisam o seu serviço no Google antes de contratar, e a sua empresa não aparece ou aparece pouco.
  • Indicações chegam, mas nem todas viram clientes. A pessoa recebe o seu nome, pesquisa e não encontra informações que transmitam confiança.
  • Você explica as mesmas coisas várias vezes por dia no WhatsApp: serviços, área de atendimento, forma de trabalho, prazos.
  • Vende para outras empresas, que costumam verificar o site antes de pedir uma proposta.
  • Toda a presença digital depende de uma rede social, cujas regras e alcance mudam sem aviso.
  • Quer crescer além do círculo de indicações, alcançando quem ainda não conhece a empresa.

O custo de não ter site

O custo de não ter site raramente aparece na contabilidade, porque é feito de oportunidades que não chegam. É o cliente que pesquisou o serviço, encontrou um concorrente com informações claras e nem chegou a falar com a sua empresa. É a indicação que não virou negócio porque a pessoa não encontrou nada que confirmasse a recomendação. É o tempo gasto respondendo as mesmas perguntas por mensagem. E é a dependência total de uma plataforma que pode mudar as regras, reduzir o alcance ou suspender uma conta. Nenhum desses custos é fácil de medir, mas todos são reais.

Quando o site pode esperar

Há situações em que outras prioridades vêm antes: o negócio ainda está validando o que vende, não há tempo nem recursos para produzir conteúdo, ou o público compra exclusivamente por um canal específico, como um marketplace. Mesmo nesses casos, vale garantir o domínio e o Perfil da Empresa no Google, que custam pouco ou nada e preparam o terreno.

E se a empresa tem menos de dez pessoas?

A TIC Empresas pesquisa empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas, então os números acima não incluem microempreendedores e negócios muito pequenos. Para esses, os mesmos sinais valem: se os clientes procuram o serviço no Google ou precisam de informações antes de contratar, um site enxuto, bem feito e verdadeiro já faz diferença, sem exigir uma estrutura grande para ser mantido no dia a dia.

02 Site, Instagram e Google: cada um no seu papel

A dúvida mais comum é: "se eu já tenho Instagram, preciso de site?". Os dois não competem. Cada canal tem uma função na jornada do cliente.

Perfil da Empresa no GoogleSer encontrado

Aparece quando alguém procura o serviço na região ou o nome da empresa, com mapa, horário, avaliações e telefone. É gratuito.

Instagram e redesSer lembrado

Mostra o dia a dia, cria relacionamento e mantém a marca presente para quem já segue.

SiteSer escolhido

Explica serviços em profundidade, reúne provas, responde dúvidas e leva ao contato. É o único canal que pertence à empresa.

WhatsAppFechar

Onde a conversa acontece e o negócio é fechado. Os outros canais levam até aqui.

CaracterísticaRede socialSite próprio
Quem controlaA plataforma, com regras que podem mudarA empresa
AlcanceDepende do algoritmo e de quem segueDepende de busca, links e divulgação
Aparece no GoogleDe forma limitadaCada página pode aparecer para buscas diferentes
ProfundidadePosts curtos, que se perdem no feedPáginas organizadas e permanentes
MediçãoMétricas da plataformaDados próprios, com Google Analytics e Search Console
RiscoConta suspensa ou invadida leva tudo juntoCom backup, o site pode ser restaurado

Como os canais se conectam: uma jornada típica

Busca

Uma síndica pesquisa no Google por manutenção elétrica no bairro e encontra o Perfil da Empresa, com boas avaliações.

Site

Ela clica no site, lê a página do serviço, vê fotos de trabalhos em condomínios e confere a área de atendimento.

WhatsApp

Satisfeita, toca no botão do WhatsApp e pede um orçamento. Depois, segue a empresa no Instagram.

Jornada fictícia, criada para ilustrar como os canais se complementam.

Repare que nenhum canal sozinho fechou o negócio. O Perfil da Empresa no Google fez a empresa ser encontrada; o site convenceu; o WhatsApp concretizou; o Instagram manteve o relacionamento. Se faltasse o site, a síndica teria de decidir com base em poucas fotos e avaliações, ou continuaria procurando.

A combinação mais eficiente para pequenos negócios costuma ser: Perfil da Empresa no Google para ser encontrado localmente, redes sociais para relacionamento, site para convencer e WhatsApp para fechar. Cada canal aponta para os outros. O guia sobre Perfil da Empresa no Google e site mostra como os dois trabalham juntos.

03 Diagnóstico: sua empresa está pronta para o site?

Responda às doze perguntas, divididas em quatro áreas. O diagnóstico mostra o nível de prontidão em cada área, sugere por qual tipo de site começar e lista os próximos passos. Não existe resposta errada: o objetivo é saber onde concentrar a energia antes de contratar. Nada é salvo nem enviado.

Diagnóstico

Sua empresa está pronta para o site?

Objetivo

Sei qual é a principal ação que quero que o visitante faça (orçamento, agendamento, ligação)

Sei quem é o meu cliente ideal e o que ele procura

Sei onde a empresa atende e quais serviços quero vender mais

Conteúdo

Consigo descrever cada serviço: o que inclui, para quem é e como funciona

Tenho fotos reais da equipe, do espaço ou de trabalhos realizados

Tenho avaliações ou depoimentos reais que posso mostrar com autorização

Base digital

O domínio da empresa está registrado no CNPJ da própria empresa

A empresa tem Perfil no Google com dados completos e atualizados

Uso e-mail com o domínio da empresa, e não de provedor gratuito

Operação

Há alguém para responder os contatos do site rapidamente

Reservei um orçamento para criar e manter o site, não só para criar

Posso dedicar algumas horas por mês para atualizar o site ou acompanhar resultados

Pontuação baixa não significa que a empresa não deve ter site. Significa que vale resolver algumas pendências antes ou durante o projeto, para que o investimento renda mais. Muitas delas, como o Perfil da Empresa no Google e a organização das fotos, podem ser feitas em poucos dias.

04 O básico antes do site

Três itens formam a base de qualquer presença digital. Eles podem ser resolvidos antes mesmo de contratar o site, e evitam dores de cabeça depois.

1

Domínio

O endereço do site, como suaempresa.com.br. O .com.br custa R$ 40,00 por ano no Registro.br (valor consultado em outubro de 2026) e deve ser registrado no CNPJ da empresa, nunca no CPF de um funcionário ou no nome de um fornecedor.

  • Curto e fácil de falar ao telefone
  • Sem hífens e números, quando possível
  • Renovação automática ou lembrete ativo
2

E-mail profissional

Endereços como contato@suaempresa.com.br transmitem mais confiança do que contas de provedores gratuitos e reforçam a marca em cada mensagem.

  • Um endereço por pessoa ou função
  • Configuração de autenticação do domínio, para não cair no lixo eletrônico
  • Acesso centralizado na empresa
3

Perfil da Empresa no Google

Gratuito, é o que aparece no mapa e no painel lateral das buscas. Para negócios locais, é frequentemente o primeiro contato do cliente com a empresa.

  • Categoria correta e descrição real
  • Horários, telefone e fotos atualizados
  • Link para o site, quando ele existir

Como escolher o nome do domínio

  • Use o nome pelo qual os clientes conhecem a empresa, que nem sempre é a razão social.
  • Prefira curto e fácil de soletrar: faça o teste de dizer o endereço em voz alta, por telefone.
  • Evite hífens e números, que geram dúvidas na digitação.
  • Prefira o .com.br para empresas que atuam no Brasil; ele está disponível para pessoas jurídicas e físicas com CPF ou CNPJ.
  • Registre variações importantes, se houver risco de confusão, e redirecione para o domínio principal.

Perfil da Empresa no Google em cinco passos

  1. Reivindique ou crie o perfil

    Pesquise o nome da empresa no Google e verifique se já existe um perfil. Se existir, reivindique; se não, crie.

  2. Escolha a categoria certa

    A categoria principal tem grande peso. Escolha a que melhor descreve o serviço principal.

  3. Preencha tudo

    Endereço ou área de atendimento, horários, telefone, site, serviços e uma descrição verdadeira.

  4. Adicione fotos reais

    Fachada, equipe, espaço e trabalhos. Atualize com frequência.

  5. Peça avaliações

    Peça a clientes satisfeitos que avaliem, e responda a todas as avaliações, positivas e negativas.

Os dados precisam ser iguais em todo lugar

Nome da empresa, endereço e telefone devem ser escritos da mesma forma no site, no Perfil da Empresa no Google, nas redes sociais e em diretórios. Divergências confundem clientes e enfraquecem os sinais de confiança que o Google usa nos resultados locais.

05 Qual site fazer primeiro

O primeiro site não precisa ser o site definitivo. Precisa ser bem feito, verdadeiro e capaz de crescer. Três formatos costumam funcionar como ponto de partida.

Para começar

Página única

Uma página longa com todas as informações essenciais.

  • Quem somos, serviços, trabalhos, avaliações e contato em seções
  • Rápida de produzir
  • Boa para um serviço principal
  • Limitada para aparecer em buscas diferentes
Esforço relativo
Mais comum

Site essencial

Cinco a oito páginas, com uma página por serviço principal.

  • Início, sobre, serviços, trabalhos, contato e privacidade
  • Cada serviço pode aparecer em buscas próprias
  • Base sólida para crescer
  • Exige conteúdo para cada página
Esforço relativo
Para crescer

Site completo

Estrutura ampla, com conteúdo contínuo.

  • Estudos de caso, blog e perguntas frequentes
  • Páginas por público ou região, com conteúdo real
  • Exige rotina de produção
  • Melhor como segunda fase
Esforço relativo

Formatos e barras de esforço ilustrativos, criados para orientar a decisão.

Para a maioria dos pequenos negócios de serviço, o site essencial é o melhor equilíbrio: permite explicar cada serviço, aparecer em buscas diferentes e evoluir depois. A página única é uma boa porta de entrada quando o orçamento ou o tempo são curtos, desde que construída numa plataforma que permita crescer sem refazer tudo. O guia o que colocar em cada página traz um gerador de mapa do site por segmento.

Exemplos por tipo de negócio

NegócioPonto de partida sugeridoPágina que mais importa
Prestador de serviço local (elétrica, reformas, limpeza)Site essencial com área de atendimentoPágina de cada serviço, com fotos de trabalhos
Consultório ou clínicaSite essencial, respeitando as regras do conselho profissionalEspecialidades e como agendar
Escritório (contabilidade, advocacia)Site essencial com perfis dos profissionaisÁreas de atuação
Empresa que vende para empresasSite essencial com estudos de casoSoluções e casos
Negócio recém-abertoPágina única bem feita, preparada para crescerA própria página, com contato fácil

Sugestões ilustrativas. A estrutura ideal depende dos serviços e do público de cada empresa.

Escolha uma base que permita crescer

Seja qual for o formato inicial, a plataforma deve permitir acrescentar páginas, editar textos e evoluir sem refazer o site. Pergunte ao fornecedor como seria acrescentar um novo serviço daqui a seis meses e quanto isso custaria. Se a resposta for "teria de refazer", talvez a base escolhida não seja a ideal para um negócio que pretende crescer.

06 O que preparar antes de contratar

Chegar à primeira conversa com o material organizado reduz o prazo, melhora o resultado e pode até diminuir o valor das propostas, porque diminui a incerteza para quem vai orçar.

Sobre a empresa5 itens
  • Razão social, CNPJ, endereço e área de atendimento
  • História em poucos parágrafos: quando, como e por que começou
  • Logotipo em boa resolução, de preferência vetorial
  • Cores e fontes da marca, se houver padrão
  • Contatos: telefone, WhatsApp, e-mail e horários
Sobre os serviços4 itens
  • Lista de serviços, do mais importante ao menos importante
  • Para cada um: o que inclui, para quem é, como funciona
  • As dúvidas que os clientes mais fazem antes de contratar
  • O que diferencia a sua empresa, com fatos
Provas e imagens4 itens
  • Fotos reais da equipe, do espaço e de trabalhos
  • Avaliações do Google e depoimentos autorizados
  • Registros profissionais, certificações e associações reais
  • Logotipos de clientes, somente com permissão
Referências3 itens
  • Dois ou três sites de que você gosta, e por quê
  • Sites de concorrentes, para entender o mercado
  • O que você não quer de jeito nenhum

Um roteiro simples para descrever cada serviço

Roteiro · use para cada serviço
  1. O que é Em uma frase, como você explicaria a um cliente que nunca contratou.
  2. Para quem O tipo de cliente e a situação em que ele precisa do serviço.
  3. O que inclui As entregas, em lista. E o que não inclui.
  4. Como funciona Do primeiro contato à entrega, em etapas.
  5. Dúvidas comuns Três a cinco perguntas que você ouve sempre, com respostas curtas.
  6. Prova Um trabalho realizado ou uma avaliação relacionada a esse serviço.

Responder a esse roteiro em áudio, para cada serviço, e transcrever depois já gera material suficiente para as páginas de serviço. O texto final pode ser lapidado por um redator, mas as informações precisam vir de quem conhece o trabalho.

Para organizar tudo num documento único, com objetivos, público, páginas e prazos, use o planejador de briefing de site. O resultado pode ser enviado diretamente aos fornecedores.

07 Quem vai fazer o site

Para o primeiro site, as opções mais comuns são fazer sozinho com uma plataforma de construção, contratar um profissional autônomo ou contratar uma agência. Cada caminho tem vantagens e cuidados.

CaminhoCombina comAtenção a
Fazer sozinhoQuem tem tempo, gosta de aprender e precisa de algo simples para começarTempo gasto, qualidade do conteúdo, velocidade, SEO e segurança
Profissional autônomoProjetos enxutos, com escopo claroDisponibilidade para manutenção, continuidade se a pessoa parar
AgênciaQuem quer equipe com design, conteúdo, técnica e acompanhamentoEscopo detalhado, propriedade dos acessos, quem atende no dia a dia

Não existe caminho certo para todos. O guia agência, freelancer ou plataforma traz um teste para identificar o modelo mais adequado, e o guia como avaliar empresas de criação de sites oferece um placar com dez critérios para comparar fornecedores.

Cinco perguntas para qualquer fornecedor

  1. Posso ver sites que vocês fizeram para negócios parecidos com o meu, e que estejam no ar?
  2. O domínio, a hospedagem e os acessos ficarão em nome da minha empresa?
  3. Quem escreve os textos e quem fornece as fotos?
  4. O que acontece depois da publicação: quem atualiza, quem faz backup e quanto custa?
  5. Como vou saber se o site está trazendo contatos?

Sinais de alerta em ofertas de site

  • Promessa de primeira página do Google garantida. Ninguém controla os resultados de busca.
  • Preço muito abaixo do mercado sem explicação do que está incluído.
  • Domínio registrado no nome do fornecedor, "para facilitar".
  • Nenhum site no ar para mostrar, apenas imagens de modelos.
  • Contrato inexistente ou sem prazos, escopo e condições de cancelamento.

08 Quanto investir no primeiro site

O valor depende do formato escolhido, de quem faz, de quem produz o conteúdo e do que está incluído depois da entrega. Mais importante do que o valor da criação é o custo total: domínio, hospedagem, manutenção e o tempo da sua equipe ao longo dos anos.

Custos de criação

  • Planejamento e design
  • Montagem das páginas
  • Conteúdo, quando incluído
  • Configurações técnicas e testes
  • Treinamento

Custos que continuam

  • Domínio: R$ 40,00 por ano no Registro.br
  • Hospedagem
  • Manutenção e segurança
  • E-mail profissional
  • Licenças de ferramentas, quando houver

Dois guias desta série aprofundam o tema: quanto custa um site profissional, com uma calculadora que compara o custo total de até três propostas, e desenvolvimento de site: preço e modelos de cobrança, que explica como ler uma proposta.

Uma forma simples de pensar no investimento

Divida o custo total do site em três anos pelo lucro médio que um cliente novo traz. O resultado é quantos clientes, vindos do site, pagam o investimento. Para muitos negócios de serviço, o número é pequeno, e a pergunta passa a ser como garantir que o site gere esses clientes.

Como dividir o investimento no tempo

Para pequenos negócios com caixa apertado, dividir o projeto em fases costuma funcionar melhor do que adiar o site. Na primeira fase, um site essencial com as páginas que geram contato, bem feitas. Nas seguintes, estudos de caso, perguntas frequentes, blog e anúncios, financiados em parte pelos clientes que o próprio site começou a trazer. O que não deve ser cortado em nenhuma fase: domínio em nome da empresa, backup, segurança, medição de contatos e uma pessoa responsável por responder quem entra em contato.

09 O dia do lançamento

Publicar o site é um momento importante, mas não é o fim do projeto. Antes de anunciar para clientes e seguidores, confira os itens que mais causam problemas nos primeiros dias.

Checklist para usar no dia. As marcações não são salvas.

Um teste que vale mais do que qualquer ferramenta: peça a três pessoas de fora da empresa que, usando o celular, encontrem um serviço específico e enviem um pedido de orçamento. Observe onde elas hesitam. Esses pontos são as primeiras correções a fazer.

Como comunicar o lançamento

O lançamento é uma boa oportunidade de contato com clientes atuais e antigos. Uma mensagem curta, por e-mail ou WhatsApp, apresentando o site e destacando algo útil, como uma página de perguntas frequentes ou um serviço novo, gera as primeiras visitas e lembra as pessoas de que a empresa existe. Nas redes sociais, em vez de um post genérico de "site novo no ar", mostre uma página específica e o que o visitante encontra nela.

10 Plano dos primeiros 90 dias

Os primeiros três meses definem se o site vai trabalhar pela empresa ou ficar parado. O plano abaixo divide esse período em três fases, com tarefas simples e possíveis para um pequeno negócio.

Dias 1 a 30Conectar
  • Colocar o link do site no Perfil da Empresa no Google, na bio das redes, na assinatura de e-mail e no WhatsApp Business
  • Avisar clientes atuais e pedir avaliações no Google
  • Corrigir os pontos levantados no teste com pessoas reais
  • Verificar no Search Console se as páginas estão sendo indexadas
  • Responder todos os contatos do site no mesmo dia
Dias 31 a 60Observar
  • Ver no Analytics quais páginas recebem visitas e de onde vêm
  • Ver no Search Console por quais buscas o site aparece
  • Perguntar a cada novo cliente como conheceu a empresa
  • Melhorar a página de serviço mais visitada: textos, fotos, perguntas frequentes
  • Publicar um trabalho realizado ou estudo de caso
Dias 61 a 90Ajustar
  • Comparar visitas e contatos com o mês anterior
  • Reescrever títulos de páginas que aparecem nas buscas mas recebem poucos cliques
  • Acrescentar respostas a dúvidas que surgiram no atendimento
  • Avaliar se vale começar um blog ou anúncios
  • Definir a rotina dos próximos meses: quem atualiza o quê e quando

Plano ilustrativo criado para este guia. Adapte as tarefas ao tamanho e ao ritmo do seu negócio.

Uma expectativa importante: o Google leva tempo para descobrir, entender e posicionar páginas novas, e nenhum fornecedor pode garantir posições. Nos primeiros meses, é normal que a maior parte das visitas venha de quem já conhece a empresa, pelo nome, por indicação ou pelas redes. O crescimento por buscas tende a vir com conteúdo útil, avaliações e tempo.

Depois dos 90 dias: a rotina mensal

Ao fim do terceiro mês, o site deixa de ser novidade e passa a fazer parte da rotina da empresa. Uma hora por mês costuma bastar para um pequeno negócio: preencher a planilha de indicadores, testar o formulário, atualizar uma informação, publicar um trabalho realizado e responder às avaliações. Mais importante do que a quantidade de tempo é a regularidade. Sites que recebem pequenos cuidados todos os meses envelhecem muito melhor do que sites que passam por grandes reformas a cada poucos anos.

11 Como divulgar o site

Site que ninguém visita não traz clientes. A boa notícia é que boa parte da divulgação inicial custa pouco ou nada.

01

Perfil no Google

Link do site no perfil e nas postagens. É uma das fontes de visitas mais valiosas para negócios locais.

02

Redes sociais

Link na bio e posts que levam a páginas específicas: um serviço, um trabalho, uma dúvida respondida.

03

WhatsApp

Link no perfil comercial e nas respostas rápidas. Envie a página do serviço em vez de explicar tudo por mensagem.

04

E-mail e documentos

Assinatura de e-mail, propostas, orçamentos e notas com o endereço do site.

05

Material impresso

Cartões, fachada, veículos e embalagens com o endereço curto do site.

06

Parceiros e associações

Links em sites de associações, fornecedores e parceiros, quando fizer sentido.

Avaliações: a prova que mais pesa

Para negócios locais, avaliações no Perfil da Empresa no Google são uma das provas mais visíveis. Crie o hábito de pedir avaliação a cada cliente satisfeito, logo depois da entrega, com o link direto. Responda a todas, inclusive às negativas, com educação e informação. E nunca compre avaliações nem escreva avaliações falsas: as políticas do Google proíbem essa prática, que também engana o consumidor.

Uma página para cada pergunta importante

Quando alguém pergunta algo no WhatsApp que exige uma explicação longa, como a diferença entre dois serviços, os cuidados antes de uma reforma ou como funciona o atendimento, transforme a resposta numa página ou num artigo. Na próxima vez, envie o link. Com o tempo, essas páginas respondem às mesmas dúvidas para quem pesquisa no Google, e a empresa passa a aparecer para buscas que antes não alcançava.

E os anúncios pagos?

Anúncios no Google e nas redes sociais podem trazer visitas desde o primeiro dia. Eles funcionam melhor quando o site já está pronto para converter: páginas de serviço claras, contato fácil e medição configurada. Começar com um orçamento pequeno, uma campanha focada no serviço principal e acompanhamento semanal é mais prudente do que investir alto sem saber o que funciona.

12 Como saber se o site está funcionando

A pergunta que importa não é "quantas pessoas visitaram o site", mas "quantos clientes o site ajudou a conquistar". Três fontes de informação, todas gratuitas, respondem a ela.

SC

Google Search Console

Mostra por quais buscas o site aparece, quantas vezes é exibido e quantos cliques recebe. Também avisa sobre problemas de indexação.

Pergunta que responde: as pessoas me encontram?
GA

Google Analytics

Mostra quantas pessoas visitam, de onde vêm, quais páginas leem e quantos contatos são enviados, quando configurado para medir formulários e cliques no WhatsApp.

Pergunta que responde: o que elas fazem no site?
?

A pergunta no atendimento

"Como você conheceu a empresa?" Registrar a resposta de cada novo cliente completa o que as ferramentas não conseguem medir.

Pergunta que responde: o site trouxe clientes?

Configure a medição de contatos desde o início

Por padrão, o Google Analytics mede visitas, mas não sabe o que é um contato para a sua empresa. É preciso configurar eventos para os envios de formulário e os cliques no botão de WhatsApp e no telefone, e marcá-los como principais. Peça isso a quem fizer o site e confira, depois do lançamento, enviando você mesmo um formulário de teste. Sem essa configuração, você saberá quantas pessoas visitaram, mas não quantas pediram orçamento.

Indicadores simples para acompanhar todo mês

IndicadorOnde verO que observar
Cliques vindos do GoogleSearch ConsoleTendência de crescimento ao longo dos meses
Buscas que trazem visitasSearch ConsoleSe correspondem aos serviços que a empresa quer vender
Páginas mais visitadasAnalyticsQuais merecem melhorias primeiro
Contatos pelo siteAnalytics e caixa de entradaFormulários e cliques no WhatsApp por mês
Clientes que vieram do siteRegistro do atendimentoQuantos fecharam negócio

Nos primeiros meses, os números serão pequenos e podem oscilar bastante. Não tire conclusões de uma semana. Compare meses inteiros e observe a tendência: o mais importante é ver os contatos vindos do site crescendo, mesmo que devagar.

Uma planilha simples com esses cinco números, preenchida uma vez por mês, já permite tomar decisões melhores do que a maioria das pequenas empresas toma sobre o próprio site.

Se os números mostrarem que o site recebe visitas mas quase nenhum contato, o problema costuma estar na página, não na divulgação: mensagem pouco clara, falta de provas ou botão de contato difícil de encontrar no celular. Se mostrarem poucas visitas, o foco deve ser a divulgação e o conteúdo que responde às buscas dos clientes.

13 Erros comuns do primeiro site

Domínio no nome de outra pessoa

Ex-funcionário, sobrinho ou fornecedor antigo. Na hora de mudar algo, a empresa descobre que não controla o próprio endereço.

Perda de controle
Textos genéricos

"Somos uma empresa comprometida com a excelência" não diz nada. O cliente quer saber o que você faz, para quem e como.

Poucos contatos
Fotos de banco de imagens

Pessoas sorrindo que não são da empresa reduzem a confiança, em vez de aumentar.

Menos credibilidade
Formulário que não chega

O site recebe pedidos que ninguém vê. Teste todo mês.

Clientes perdidos
Site lançado e esquecido

Sem atualização, informações envelhecem e o site perde segurança e relevância.

Site parado
Sem medição

Sem saber de onde vêm os clientes, é impossível decidir onde investir.

Decisões no escuro

Copiar o concorrente não funciona

É tentador olhar o site de um concorrente bem posicionado e pedir "um igual". O problema é que o site dele foi pensado para a empresa dele, com os serviços, a história e as provas dele. Copiar a estrutura pode até servir de referência, mas copiar textos, fotos ou layout viola direitos autorais e não diferencia a sua empresa. O que vale observar no concorrente é o que ele responde bem e o que deixa sem resposta: essas lacunas são oportunidades.

14 Quando evoluir o site

Depois dos primeiros meses, os dados indicam o próximo passo. Alguns sinais de que é hora de investir mais no site:

  • Um serviço recebe muitas visitas e poucos contatos: a página precisa de mais prova, respostas a dúvidas ou uma chamada mais clara.
  • O site aparece para buscas que você não atende: o conteúdo precisa ser ajustado ao que a empresa realmente faz.
  • Clientes fazem sempre as mesmas perguntas: hora de criar uma seção de perguntas frequentes ou artigos.
  • A empresa lançou novos serviços ou mudou de foco: novas páginas, ou uma reorganização do mapa do site.
  • O site ficou lento ou difícil de editar: vale uma otimização técnica antes de pensar em refazer.
  • Os contatos vêm, mas a empresa quer mais: conteúdo contínuo, anúncios ou páginas para públicos específicos.

Evoluir não significa refazer. Na maioria dos casos, melhorar páginas existentes, acrescentar conteúdo e ajustar a parte técnica traz mais resultado do que começar do zero. Quando refazer for necessário, o guia redesign sem perder posições mostra como migrar com segurança.

Perguntas para a revisão anual

  1. Os serviços, preços, equipe e contatos do site ainda correspondem à realidade?
  2. Quais páginas trouxeram mais contatos no ano, e quais não trouxeram nenhum?
  3. Por quais buscas o site aparece hoje, e por quais gostaríamos de aparecer?
  4. O site continua rápido no celular?
  5. Domínio, hospedagem e licenças foram renovados e continuam em nome da empresa?
  6. O que os clientes perguntaram neste ano que o site ainda não responde?

15 Perguntas frequentes

Pequena empresa precisa de site?

Não é obrigatório, mas costuma valer a pena para quem quer ser encontrado no Google, transmitir confiança a quem não conhece a empresa e depender menos de redes sociais. Segundo a TIC Empresas 2025, 53% das pequenas empresas brasileiras com 10 a 49 pessoas ocupadas têm site.

Instagram substitui o site?

Não. O Instagram é ótimo para relacionamento com quem já segue a empresa. O site é o canal próprio, que aparece em buscas, explica serviços em profundidade e não depende das regras de uma plataforma.

Quanto tempo leva para o site aparecer no Google?

O Google pode levar de dias a semanas para encontrar e indexar páginas novas. Aparecer em boas posições para buscas concorridas leva mais tempo e depende de conteúdo, concorrência e reputação. Nenhum fornecedor pode garantir posições.

Posso fazer o site sozinho?

Pode, com plataformas de construção de sites. O cuidado está no tempo que isso exige e na qualidade do resultado em conteúdo, velocidade e conversão. Para muitos negócios, faz sentido começar sozinho e profissionalizar depois, ou contratar desde o início.

Preciso de domínio próprio?

Sim. Um domínio próprio transmite profissionalismo, permite e-mail com o nome da empresa e garante que o endereço continue seu mesmo se trocar de plataforma ou fornecedor. O .com.br custa R$ 40,00 por ano no Registro.br.

O que é mais importante no primeiro site?

Clareza sobre o que a empresa faz, contato fácil no celular, informações verdadeiras e atualizadas, e alguém para responder rapidamente os contatos que chegarem.

A Agência Criar Sites faz o primeiro site da minha empresa?

Sim. Ajudamos pequenos negócios de Belo Horizonte a planejar, criar e lançar o primeiro site, com domínio e acessos em nome da empresa e orientação para os primeiros meses.

Vamos tirar o site da sua empresa do papel?

A Agência Criar Sites faz sites para empresas em Belo Horizonte, do planejamento ao lançamento, com conteúdo próprio, medição configurada e um plano para os primeiros 90 dias.

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